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Seleção brasileira de bobsled encerra período de preparação na pista olímpica de PyeongChang
Os Blue Birds voltam para a Coreia em novembro "com novo material, mais bem treinados e preparados fisicamente", diz o piloto Edson Bindilatti


A seleção brasileira de bobsled fechou três semanas de preparação em PyeongChang, na Coreia do Sul, sede dos Jogos Olímpicos de Inverno, em 2018, neste sábado (18/3/2017), e o balanço do piloto Edson Bindilatti foi positivo. "Foram semanas de aprendizado sobre a pista (tem 1.376 m e uma queda vertical de cerca de 116 m) e de ver como estamos em relação a outras equipes. É chegar em novembro, quando voltaremos para a pista da Coreia, com novo trenó e lâminas, mais bem treinados e bem preparados fisicamente", disse Bindilatti.

Em PyeongChang, a seleção teve Edson Bindilatti, Edson Martins e Erick Vianna e desceu no trenó de dois na última etapa da Copa do Mundo de Bobsled 2016/2017 (ficou em 25º).

O resultado da última etapa da Copa do Mundo

Mas agora, a seleção treinará, com seus integrantes dos trenós de quatro e de dois, em abril, maio e junho no Brasil, e em julho, agosto e setembro na Inglaterra e na Alemanha. Os Blue Birds, que formam a seleção brasileira de bobsled, são Edson Bindilatti, Odirlei Pessoni, Edson Martins, Denis Parreira, Erick Vianna e Rafael Souza. As técnicas são Joanne Manning e Nicola Minichiello, da Grã-Bretanha. Os Blue Birds vão treinar na Ice House da Alemanha e disputar o Mundial de Pushing.

Ex-atleta do atletismo, Bindilatti, que competia no decatlo, é o piloto, que comanda a equipe, faz uma análise da preparação em PyeongChang. "Essas três semanas de preparação foram fundamentais para a nossa evolução. Vimos que estamos pilotando igual a todos os times e já sabemos onde temos de melhorar. Se melhorarmos o pushing, essa parte inicial da prova, já vamos chegar mais próximos. Se melhorarmos um décimo no pushing, podemos ganhar três décimos no final, o que nos colaria entre os top 15. E não estou nem falando de material, trenó e lâminas (a seleção deve ganhar um novo trenó de 2 para a campanha olímpica)", disse Bindilatti, que já está pensando em como seguirá a preparação.

"Teremos de melhorar a parte física dos atletas - ganhar peso para o nosso trenó ser mais veloz. Mas vimos que estamos muito próximos dos grandes times e que melhorando um pouco o pushing, a qualidade do material e a preparação física... A gente estará no bolo. A preparação física, que temos de melhorar, depende só de nós mesmos e isso vamos fazer. A visão geral foi super produtiva, super bacana. Estamos voltando Brasil!"

Edson Bindilatti disputou os Jogos Olímpicos de Inverno de Salt Lake City, em 2002, como pusher (que empurra o carrinho), e voltou para a pista olímpica em 2006, como breakman (último homem do carrinho, o que puxa o breque, na linha de chegada). Foi o piloto do trenó brasileiro nos Jogos Olímpicos de 2014. O esporte havia sido retomado há um ano, após intervenção na Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (entre 2009 e 2013), e não teve tempo para se preparar para os Jogos de Sochi. De lá para cá, embora o país não tenha tradição em esportes no gelo, o bobsled conseguiu se organizar e se preparar.

Na temporada, o Brasil ganhou duas das oito etapas da Copa América, em Salt Lake City e em Lake Placid, nos Estados Unidos, e foi vice-campeão do circuito (com 572 pontos), atrás dos Estados Unidos, em janeiro (26/1/2017), no trenó de quatro. Bindilatti foi o segundo melhor piloto das Américas no combinado dos trenós de dois e de quatro. O Brasil chegou ao 16º lugar no ranking mundial da Federação Internacional de Bobsled e Skeleton - posição que classificaria a equipe para os Jogos de PyeongChang.

Os atletas da modalidade têm o apoio do programa Solidariedade Olímpica, do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG).
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